sábado, 10 de dezembro de 2016

Reprovar não é solução, mas aprovar quem não aprendeu é pior ainda


Uma escola não é boa porque não reprova. A escola é boa quando todos os alunos aprendem e, por isso, nem precisa haver reprovações.

De fato, a reprovação é hoje muito questionada. Afinal, fazer os estudantes repetirem o ano inteiro para ver os mesmos conteúdos outra vez é uma solução ultrapassada, cômoda, cara e ineficiente. Países com alta qualidade de ensino encontraram alternativas que funcionam melhor e de forma preventiva, como, por exemplo, aulas de reforço ao longo do ano que funcione verdadeiramente. A presença e o acompanhamento familiar é um fator imprescindível na educação de nossos alunos. Infelizmente, muitos pais  "jogam" seus filhos em uma escola e ficam de camarote esperando que a mesma faça milagres.
O Brasil é um dos países que mais reprovam. No ensino médio o índice chega a 13,1%. São quase 3 bilhões de dólares/ano gastos além do necessário, só nos anos finais da escolaridade. O pior é que, como mostram as pesquisas qualitativas e quantitativas, há grande relação entre repetência e evasão.

Não é à toa que o estudo recém-divulgado pelo Todos pela Educação mostra que apenas 54% dos jovens brasileiros conseguem concluir o ensino médio até os 19 anos. Dos jovens entre 15 e 17 anos, um a cada cinco ainda está no ensino fundamental, acumulando reprovações. E 15,7% abandonaram o estudo, certamente depois de experiências de fracasso escolar.
Da constatação de que reprovar não resolve nossos problemas, a tomar a decisão de implementar um sistema de progressão continuada, sem as devidas melhorias na rede de ensino, o salto é arriscado demais. E o que é grave: muitas escolas confundem esse conceito com o de “aprovação automática”. Na aprovação automática, se o aluno aprendeu, vai para a série seguinte; se não aprendeu, vai também. Consequência: o caos. Já a progressão continuada é um conceito diferente, constitui um alargamento dos ciclos escolares onde o aluno possa ser realmente acompanhado demonstrando um avanço no seu desempenho. Recuperação não é repetir uma avaliação para que o aluno demonstre através de uma nota se ele é bom ou ruim. Recuperação é fazer o aluno crescer e ter consciência do seu progresso dia após dia.
O próprio aluno sabe quando não é bom. E esse tipo de aprovação automática torna-se um ciclo vicioso, onde aquele aluno problema sabe que no final será aprovado, então ele passa a não valorizar a escola, desrespeitar seus colegas e sobretudo seus professores.
É decisivo envolver as famílias, sobretudo no caso do ensino fundamental, capacitando-as para participar da vida escolar e reforçar o trabalho em casa. 
Sem isso, o problema vira uma bola de neve. O aluno vai sendo jogado para a etapa seguinte sem saber a matéria e depois a escola não sabe muito bem o que fazer com ele, porque formou um analfabeto funcional.
A fragilidade do modelo aparece no Ideb, que cruza números de aprovação com desempenho. Não adianta ter todos os estudantes nos anos finais da escola, se eles não conseguem responder às questões das provas. É isso o que vem acontecendo nas últimas medições: alta aprovação, mas baixo rendimento.
                                                                    Adaptado por Inácia Ferreira 
                                                                    Fonte: Andrea Ramal- G1

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

SOBREVIVENDO A RECUPERAÇAO


As aulas de recuperação ou provas, dependendo da escola, não são fáceis para ninguém. Elas exigem do aluno o esforço e dedicação que, provavelmente, não foram empregados durante o resto do ano. Para que você supere esse momento com boas notas e possa aproveita o resto das férias, veja as dicas e conselhos que separamos a seguir:
 

Como sobreviver a recuperação na escola: 1. A importância das aulas

Para manter a motivação e não perder o foco pense em quão importantes essas aulas são. Você precisa delas para passar de ano e conseguir atingir as notas e exigências das matérias da próxima série ou da faculdade.  

Como sobreviver a recuperação na escola: 2. Durma bem


Não fique acordado até mais tarde nos dias anteriores às aulas. Durma bem e o suficiente para que sua concentração possa estar em boa forma no dia seguinte.  

Como sobreviver a recuperação na escola: 3. Café da manhã completo

Se você estiver com fome e sem energia durante as aulas e provas será difícil de concentrar e a sensação de que o tempo não passa será maior. Coma frutas, cereais e iogurtes. Evite refeições a base de açúcar, por exemplo, pão branco com geleia ou outro creme doce, eles não oferecem energia suficiente e podem engordar.  

Como sobreviver a recuperação na escola: 4. Seja educado

Se você está de recuperação no fim do ano não coloque toda a sua frustração em cima de funcionários e professores da escola. Eles estão lá para ajudá-lo e devem ser respeitados.  

Como sobreviver a recuperação na escola: 5. Faça todas as lições de casa

Se você deixar de fazer as lições de casa será mais difícil de aprender as matérias que teve dificuldade e seu professor vai reclamar. Mostre que está se esforçando e com certeza as suas notas irão aumentar.  

Como sobreviver a recuperação na escola: 6. Pare de reclamar

Dizer o tempo todo que "isso é uma droga, para que tenho que aprender?" não vai fazer você passar de ano, mas sim deixá-lo mais desmotivado e deprimido. Pare de reclamar e se preocupar com as coisas erradas e concentre-se naquilo que pode (e deve) ser feito.  

Como sobreviver a recuperação na escola: 7. Música

Muitas pessoas conseguem se concentrar melhor quando escutam música. Se esse é seu caso e, principalmente, se seu professor permitir, traga seu mp3 ou outro aparelho portátil e escute músicas enquanto estiver estudando sozinho ou o professor não estiver explicando a matéria.  

Como sobreviver a recuperação na escola: 8. Não se distraia

A falta de concentração é uma das piores inimigas da recuperação. Se você se distrair durante as explicações e não manter o foco durante os exercícios todo o tempo investido para a recuperação será perdido e você não conseguirá alcançar as metas exigidas.  
                                                                                                              Fonte: Universia Brasil

Fiquei de recuperação...E agora?



Hoje as crianças e adolescentes se envolvem com diversas opções de atrativos e acabam se esquecendo das obrigações escolares. Quando as obrigações escolares não são cumpridas, o aluno compromete sua aprendizagem não conseguindo atingir uma média legal para passar de ano. Para muitos, a recuperação é castigo de professor e uma forma de prendê-los na escola, mas, na verdade a recuperação é uma chance de esclarecer dúvidas com o professor, aprender o que foi deixado passar e de ter uma nova avaliação a fim de poder passar de ano. É um momento de estudo específico para estudar somente as matérias que foram de difícil entendimento.
 Apesar de parecer ruim, a recuperação é uma excelente chance para aqueles que tiveram dificuldade durante o ano letivo para compreender determinados tópicos em diferentes matérias. É uma forma de esforçar e aproveitar o tempo perdido no decorrer do ano. Para os que ficaram para recuperação, o melhor a se fazer é estudar e garantir o próximo ano em outra série com outras matérias, outros professores, outros alunos, talvez outra escola...

Algumas dicas para memorizar e aprender mais:

- Esteja relaxado para começar os estudos, pois se estiver ansioso não conseguirá aprender;
- Marque no texto as palavras que julga importante;
- A cada seis minutos levante-se e fale com alguém ou tome um copo com água para relaxar e não sobrecarregar o cérebro;
- Não se preocupe em memorizar, apenas leia e circule palavras importantes;
- Pare a cada meia hora e relaxe;
- Volte aos estudos lendo as palavras circuladas;
- Faça uma espécie de mapa e cole na mesa ou na parede;
- Sempre passe pelo mapa e dê uma olhada;
- Estude somente duas horas, pois o cérebro sobrecarregado não funciona tão bem;
- Se necessário for estudar mais de duas horas, pare por 15 minutos e tome um suco, converse e relaxe.
                                                        Fonte: Brasil Escola