sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

CURVA DO ESQUECIMENTO II



Estudos científicos sobre aprendizagem, concluíram que o maior motivo pelo qual um estudante costuma esquecer grande parte das informações que aprende, não se deve a qualidade inicial da memorização da informação pelo estudante e sim a essa maldita maravilhosa dádiva da natureza conhecida como: A curva do esquecimento.

A curva do esquecimento é o método natural através do qual o seu cérebro descarta as informações que você aparentemente não precisa mais.  Como, por exemplo: O que comeu no seu café da manha de 15 dias atrás? Como estava o tempo na terça feira passada? O que a sua mãe ou a sua esposa pediram para você fazer a 5 minutos?

Coisas assim, sem a menor importância ou que não despertam especial emoção ou interesse, são naturalmente descartadas pelo seu cérebro.  Aliás, esse comportamento do cérebro não deixa de ser realmente uma dádiva, pois graças a ele, seu cérebro é capaz de descartar coisas realmente inúteis e que você não vai precisar lembrar nunca mais e que ocupariam um espaço valioso em seu "HD".

O problema começa quando seu cérebro começa a descartar e jogar fora a matéria que você aprendeu na sala de aula. Huuuuuummmm... isso realmente gera emoções fortes a respeito desse boçal incrivelmente genial cérebro humano.

Vamos ver como funciona a curva do esquecimento através de uma pesquisa cientifica sobre o assunto:

Grupo de Estudo: Um grupo de estudantes que não sabia praticamente nada sobre um determinado assunto assistiu uma aula durante 1 hora.

Inicio da Curva do esquecimento: Por não saberem nada sobre o assunto todos os estudantes iniciam no ponto zero da curva. Ou seja, ninguém sabe nada.

Fim da Aula: No fim da aula a curva chega ao seu ponto máximo e o aluno sabe 100% do que foi ensinado (ao menos do que foi capaz de aprender)

Dia seguinte: 24 horas após a aula, os alunos (sem terem realizado qualquer revisão mental ou prática da informação) esquecerão de 50 a 80% do que estudaram

30 dias: Após 30 dias, o estudante (sem revisão) terá esquecido de 97 a 98% de tudo que aprendeu naquela aula.

Resultado: Após 30 dias o estudante esqueceu tanto daquela aula que a sensação que tem é a de que nunca estudou sobre o assunto. Outra coisa interessante é notar que nas primeiras 24 horas se esquece mais do assunto do que nos 29 dias seguintes. As primeiras 24 horas são críticas!
Note que isso é o resultado de uma pesquisa cientifica com estudantes reais e normais, iguaizinhos a você. O resultado é Incrível, não acha?

Então, provavelmente você deve estar se sentindo frustrado com essa informação ou pode estar se sentindo também aliviado porque agora possui uma desculpa científica para seus brancos de memória!

Mas não se apresse, pois na verdade você não terá que se sentir frustrado e nem terá desculpa nenhuma para seus brancos de memória depois que ler a solução para esse problema, que é: REVISÃO INTELIGENTE PARA NÃO ESQUECER NUNCA MAIS.

CURVA DO ESQUECIMENTO

Desenvolvido por um psicólogo alemão chamado Herman Ebbinghaus em 1885, a curva do esquecimento(Forgeting Curve) ilustra a capacidade do nosso cérebro em armazenar uma informação recém adquirida. Ebbinghaus  conseguiu através de várias experiências, mensurar o efeito do tempo na memória. Verifique o gráfico:


O ponto “A” ocorre quando você reteve toda a informação acerca de um determinado assunto, no final de uma aula por exemplo. Agora, perceba que, com o passar do tempo, aquela informação que você reteve vai se perdendo rapidamente: No ponto “B”, passados apenas dois dias, se você não fizer revisão alguma, estará sabendo apenas cerca de 30% da aula.  A o final do sexto dia, restarão menos de 5% da informação original.
A curva do esquecimento nos alerta para algo que, por vezes, negligenciamos: O poder da revisão. Verifique agora  o ponto “C”, ele representa a primeira revisão da aula e a linha verde demonstra uma nova curva do esquecimento. Observe que a informação fica retida por um tempo bem maior: se em dois dias você perde 70% da aula que aprendeu,  caso se faça uma revisão do assunto, o intervalo de tempo passa a ser de 5 dias para se chegar ao mesmo patamar. O ponto “D” representa uma segunda revisão e o “E” uma terceira revisão (perceba que neste estágio, o tempo quase não influencia na  perda da informação!).
A revisão é algo que será mais bem explicado  em um próximo tópico. Mas, como regra geral, tente fazer pelo menos as revisões conforme o cronograma:
D : Dia da Aula.
D + 1: Primeira revisão.
D+ 4: Segunda revisão.
D+15:Terceira revisão.
Use a curva do esquecimento ao seu favor. Faça a primeira e a segunda revisão em um espaço de tempo mais curto e daí passe a aumentar o intervalo progressivamente. Dessa forma você conseguirá reter uma maior quantidade de informações gastando menos tempo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A importância dos limites para a formação da criança



A mãe ficou envergonhada quando o filho gritou no shopping center por um brinquedo que ela disse: não! O pai reclama que o filho adolescente volta tarde para casa e não se importa com nada. Os brinquedos nunca são guardados após a criança brincar, “obrigando” a mãe a deixar tudo em ordem. Os pais são chamados na escola devido à indisciplina do filho. Essas são apenas algumas das queixas dos pais sobre a falta de limites dos filhos.Colocar limites, ou disciplina é a arte de ensinar os comportamentos apropriados às crianças. Não é uma tarefa fácil, porém é possível. Mas o que aconteceu durante as últimas décadas para as avós falarem: “no meu tempo era tudo diferente”?O mundo realmente mudou. Com a ida da mulher ao mercado de trabalho a dinâmica familiar sofreu modificações significativas. Exigências do mundo atual obrigam os pais a trabalharem cada vez mais para garantir o bem estar dos filhos. No entanto, a ausência  provoca em muitos o sentimento de culpa. Na tentativa de compensar as exaustivas horas de trabalho, os pais não conseguem dizer “não” aos seus filhos, permitindo-lhes que façam tudo o que quiserem.O resultado desse processo é a perda de autoridade dos pais e a falta de limites dos filhos. Os limites são importantes na vida da criança, pois eles funcionam como uma rede de segurança. As relações humanas são permeadas de regras de convivência em grupo. Seja na família, no trabalho e nas situações sociais sempre existem “normas” que asseguram os direito e deveres de todos.A criança que não possui uma disciplina regular dentro de casa, além de provocar a impaciência nos pais, também terá dificuldades em seguir regras em outros contextos. Por exemplo, a necessidade em se manter sempre no domínio das situações pode gerar dificuldades importantes para a criança se inserir no grupo de amigos. Como ela vai conseguir dividir situações com os amigos se não seguir, por exemplo, as regras de um jogo? No futuro, quando adulta, como poderá ser bem sucedida se não conseguir minimamente respeitar as normas de uma empresa? Qual será a qualidade das relações afetivas de uma pessoa que não consegue manter relacionamentos duradouros porque não aceita as demandas do outro e do mundo?Enfim, quem não respeita regras pode acabar sendo “punido” com a não aceitação dos outros. Assim, a principal conseqüência da falta de limites desde a infância é a dificuldade em construir vínculos duradouros e estáveis, o que poderia favorecer o isolamento e a baixa auto-estima.Durante a nossa vida, recebemos muitos “nãos” como resposta a algo que queremos. O brinquedo que nossos pais NÃO puderam nos dar, o namorado (a) que NÃO quis dar continuidade no relacionamento, o emprego que NÃO conseguimos conquistar.Ensinar regras para a criança leva tempo e exige a compreensão dos pais. Observar e diferenciar birras de reais necessidades da criança favorece a segurança na relação não somente com seus pais, mas na construção dos vínculos com a sociedade. É muito importante ser explícito com o filho, mostrando-lhe exatamente o que se espera dele, o que pode e o que não pode ser feito, e quais serão as conseqüências de suas atitudes. No entanto, vale sempre lembrar que violência e punições severas prejudicam o desenvolvimento da criança.Concluindo, limite é antes de mais nada um fator fundamental para a formação da saúde mental da criança e do futuro adulto.
(Crédito: Clínica Pemanente)
CRP/SP: 3605/J
Rua João da Cruz Melão, 443 - Morumbi - São Paulo/SP (mapa)
© 2014. Clínica Plenamente.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

10 IDEIAS PARA VOCÊ PARTICIPAR DA VIDA ESCOLAR DOS SEUS FILHOS

1- Não deixe que faltem às aulas sem necessidade. Faltas dificultam a aprendizagem.

2- Garanta que cheguem à escola na hora certa.



3- Compareça às reuniões de pais e mestres. Se não puder, chame alguém que goste deles para ir no seu lugar.
















4- Vá a escola e apresente-se aos professores deles.














5- Pergunte o que aprenderam de novo no colégio e mostre interesse.



















6- Peça que lhe ensine algo. Isso ajuda a aprender o conteúdo.


7- Valorize o esforço deles. Olhe a lição de casa e mostre interesse pelos trabalhos.













8- Leia sempre. É bom para você e excelente para que sigam seu exemplo.

 


9- Estimule atividades que usem a leitura: jogos, receitas, mapas.















10- Brinque de palavras cruzadas, caça palavras, forca, adedonha e outros jogos que envolvam a escrita. 

LEMBRE-SE:




domingo, 19 de outubro de 2014

ESCOLA E FAMÍLIA COMO PARCEIRAS


 "Quando as expectativas dos dois lados se frustram, surgem reclamações recíprocas que devem ser evitadas."

Diante do insucesso de um aluno, a escola e a família passam a se cobrar: "Onde foi que vocês falharam?" A família questiona a escola por ser ela a responsável pelo ensino. A escola questiona a família pelo fato de que, se alguns conseguem aprender, o problema dos malsucedidos só pode vir de fora. Todos têm razão, mas ninguém está certo. Por outro lado, não basta as duas culparem a si mesmas, pois uma professora ou uma mãe nem sempre encontrarão resposta ao se perguntar "Onde foi que eu falhei?". O problema não está separadamente em nenhum dos lados, muito menos nos estudantes - razão de ser da relação entre os dois. Não faz nenhum sentido tomá-los como culpados.

Crianças e jovens são levados para a escola com o objetivo de que aprendam os conteúdos e desenvolvam competências que os preparem para a vida. Os educadores esperam que cheguem à sala de aula interessados em aprender, prontos para o convívio social e para o trabalho disciplinado. Quando as expectativas dos dois lados se frustram, surge um círculo vicioso de reclamações recíprocas que devem ser evitadas com a adoção de atitudes de co-responsabilidade. Vamos ver como promover isso, começando por recusar velhas desculpas, de que nada se pode fazer com "as famílias de hoje" ou com "as escolas de hoje".

No início de cada bimestre ou trimestre, as crianças e seus responsáveis - mães, pais, irmãos, tias ou avós - devem ser informados sobre quais atividades serão realizadas em classe e em casa, de que recursos elas farão uso, que aprendizagem se espera em cada disciplina e que novas habilidades desenvolverão. Esse é o momento, ainda, para que todos apresentem demandas e sugestões. Ao promover esse encontro, os professores, em conjunto com a direção e a coordenação, precisam ter clareza das expectativas de aprendizagem e das atividades previstas na proposta curricular, realizadas num projeto pedagógico efetivo. Isso já é um bom começo.

Nesses encontros, os pais ou responsáveis participam da análise dos resultados do período anterior e recebem instrumentos e critérios para acompanhar em casa o desenvolvimento dos filhos no período seguinte e para ouvir as percepções pessoais dos estudantes sobre a vida escolar. No caso de omissão da família, esse acompanhamento deve ser feito por um educador de referência, pelos pais de um amigo do estudante ou de outra forma sugerida pelo conselho escolar.

Além de ter um desempenho melhor, cada aluno passa a se perceber reconhecido em suas buscas e necessidades. Soma-se a isso o fato de que a convicção de ser considerado é um importante ingrediente da vida social. Há escolas que já fazem isso e as que começarem a fazer estarão constituindo de fato uma comunidade pela primeira vez - e isso não é pouca coisa. Cabe a estados e municípios desenvolver meios para esse envolvimento familiar em toda a rede, mas nada impede que cada unidade crie isso independentemente. Ao aproximar-se o fim do ano letivo, momento certo para planejar o próximo, vale eleger como tema da próxima reunião pedagógica o estabelecimento de uma melhor relação com as famílias.
Físico e educador da Universidade de São Paulo, sugere a famílias e a escolas que atuem juntas desde o início de cada período escolar.

Pais que seguem de perto a rotina escolar



A relação começa no dia em que a mãe, o pai ou um responsável entregam a criança pela primeira vez no portão da escola. Ciúme, desconfiança e culpa são os sentimentos que mais estão em jogo nesse momento.Afinal, historicamente a mãe é a responsável pelos cuidados e pela Educação dos filhos. Mas os tempos mudaram e hoje cabe à escola mostrar que por trás de portas e paredes coloridas existem profissionais competentes e um projeto bem planejado de aprendizagem para ser compartilhado entre todos.

O problema surge quando os professores e a direção não estão preparados para essa tarefa (não quando a família passa a questionar o projeto pedagógico ou simplesmente torna- se ausente)."Cabe à escola começar esse movimento de aproximação e parceria. Ela tem de estar à disposição diariamente e não apenas em reuniões e horários determinados", explica a diretora da creche da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Eliana Bhering, que estuda há mais de dez anos o envolvimento das famílias na Educação Infantil.
Uma de suas conclusões é que, sobretudo em comunidades mais carentes, é comum uma postura passiva de gratidão, o que faz com que a escola tenha de tomar decisões sozinha. "Isso é muito grave. Muitas famílias ainda vêem o ambiente escolar apenas como um espaço de assistencialismo e, nesse contexto, a Educação é encarada como um donativo, um favor", afirma a pedagoga. Conceitos equivocados como esse emperram as relações se não forem rompidos pelos educadores. O importante é mostrar que o ensino público é um direito garantido desde a infância.Quanto mais os pais se envolvem e cobram isso, maior a possibilidade de garantirem um estudo de qualidade para suas crianças.(FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA ON LINE)

FAMÍLIA E ESCOLA, UMA PARCERIA QUE DÁ CERTO!

A participação da família na vida dos filhos é de extrema importância para o desempenho deles na escola. Frequentar as reuniões, acompanhar as lições de casa e comparecer às apresentações de produções de classe são alguns dos exemplos de como os pais podem - e devem - se envolver. Além disso, muitas instituições também investem em palestras e debates dirigidos aos próprios adultos. Esses encontros contribuem para a formação pessoal e em questões relacionadas ao universo infanto-juvenil, ajudando-os a entender melhor os filhos e estabelecer um diálogo mais frequente entre eles. "Se a família está ciente das mudanças de comportamento e das dúvidas que acometem o jovem no início da adolescência, por exemplo, ela terá muito mais chances de êxito na abordagem do assunto em casa", explica Priscila Benitez, mestre em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFScar). Segundo pesquisas, o ambiente familiar também influencia o desempenho do aluno. "As dificuldades nas relações familiares podem fazer com que o aprendizado não ocorra de forma satisfatória", afirma Joscely Galera, professora de Gestão e Políticas Educacionais da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

segunda-feira, 13 de outubro de 2014














Professor,

Ao longo de tua caminhada tu guiaste nosso caminho... 
Mostraste-nos a cada momento compreensão, luta, paciência, inteligência e dedicação. 
E diante disso carregamos juntos na bagagem da vida o ensinamento eterno.
Nesse dia especial desejo-lhe: sucesso e que a tua estrela continue sempre brilhando...


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

QUE TAL INICIAR O ANO CANTANDO, REFLETINDO E SORRINDO?

Quem Eu Sou (Banda Hori)

Música fala de crescimento, da busca de identidade.

Não quero mais saber, o que eles vão dizer
Sobre o que eu vou fazer ou sobre o que eu não vou ser
O caminho é longo eu sei
E eu vou fazer valer
Cada segundo que eu passo sem dizer porque
Foi mergulhar mais fundo
Sair do quarto escuro
Vou descobrir o que é melhor pra mim
Que profissão eu quero , futuro que eu espero
Vou encontrar o que me faz feliz
Sem saber o que vai ser (vai ser)
Sem saber o que vai ser
Se é pra eu tentar ser alguém bem melhor
Deixa eu tentar ser quem eu sou
Ganhar ou perder tanto faz
Não me importa
Eu quero é mais ser quem eu sou
Agora eu te quero
Depois eu já não sei
Mas quando estamos juntos
Nada mais importa aqui
Será que eu tenho sorte?
Será que é ilusão?
De ver que a minha história foge dessa confusão
Eu vou pular mais alto aonde eu possa ver
Além do olhar que me deixou aqui
São tantos desencontros
São tantas linhas tortas
Formando a identidade que eu sempre sonhei pra mim
Se é pra eu tentar ser alguém bem melhor
Deixa eu tentar ser quem eu sou
Ganhar ou perder tanto faz
Não me importa
Eu quero é mais ser quem eu sou
Se é pra eu tentar ser alguém bem melhor
Deixa eu tentar ser quem eu sou
Ganhar ou perder tanto faz
Não me importa
Eu quero é mais ser quem eu sou.
Para conversar:

REFLETINDO

Que tipo de pressão enfrentam os adolescentes e jovens em nossa sociedade?

Qual a importância de ser a gente mesmo?

Como o grupo (família, escola, amigos etc.) pode ajudar ou dificultar ao jovem a descoberta de si mesmo e de assumir seu papel no mundo?
  

Dinâmica:

Objetivo: compartilhar as belezas e dificuldades de ser jovem.

Material: papelão ou cartolina colorida, tintas, colas, tesouras, papéis diversos e coloridos, palitos de churrasco, elásticos, linhas, a música Quem eu sou (Banda Hori)

1. Com a música de fundo, cada participante é convidado a construir uma máscara com os materiais disponíveis na sala, que fale dele no momento atual.

2. Afixá-la no palito de churrasco para que cada um se apresente falando de si através da máscara.

3. Formar subgrupos para que cada participante escolha: a máscara com que mais se identifica; a máscara com que não se identifica; a máscara que gostaria de usar.

4. Concluída esta parte, todos deverão colocar suas máscaras e fazer um míni teatro improvisado.

5. Formar um círculo para que cada participante escolha um dos integrantes do grupo para lhe dizer o que vê atrás de sua máscara.

6. Conversar com o grupo: qual o papel da máscara; as belezas e as dificuldades encontradas para o jovem ser ele mesmo; se participamos de um grupo, como ele nos ajuda nisso; o que se aprendeu com essa atividade e o que levamos para a vida.


7. Finalizar cantando e dançando com a música inicial.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO? (UMA REFLEXÃO SOBRE MUDANÇA E LIDERANÇA)

 Spenser Johnson, em Quem mexeu no meu queijo?, apropria-se de um universo imaginário para levar o leitor a profundas e indispensáveis reflexões acerca da mudança.
            A partir da narração de um encontro entre antigos colegas de turma, outra história, e a mais importante, é introduzida: observação de comportamentos distintos diante de uma mesma situação.
            Para tecer a narrativa principal, o autor elege como personagens dois ratos (Sniff e Sucurry) e dois duendes (Hem e Haw) que passam a maior parte do tempo buscando “seu próprio queijo especial” em um labirinto.
            Inicialmente, os quatro personagens têm um mesmo objetivo (a busca do queijo) e um mesmo modo de agir (pela manhã, com roupas adequadas, iam ao labirinto a fim de realizar seus objetivos), diferenciando-se apenas pelos métodos (os ratos usavam um método simples, baseado na intuição, e os duendes, um diferente, marcado pelo raciocínio, pelas crenças e emoções).
            Ainda no início da narrativa, todos alcançam seus objetivos e, já nesse trecho, é possível deparar-se com um fato importante: um mesmo objetivo pode ser atingindo através de diferentes modos ou métodos.
            Com o objetivo alcançado, o comportamento dos personagens passa a não ser mais o mesmo e, a partir de então, dá-se início às reflexões sobre as mudanças. De um lado estão Sniff e Sucurry, tendo como rotina diária o hábito de acordar cedo, correr pelo labirinto sempre pelo mesmo caminho, inspecionando-o para saber se havia mudanças desde o dia anterior e estando sempre preparados para o caso de precisarem agir, além, é claro, de comerem o queijo encontrado. De outro lado estão Hem e Haw, tendo como rotina diária o hábito de acordar um pouco mais tarde e, sem pressa e sem preocupação com nada, irem em busca do queijo que, além de saberem onde se encontra, julgam-no infindável.
            Em breve, o inevitável ocorre, isto é, o queijo, objeto de desejo de todos, acaba naquele local e, desse modo, a mudança se faz necessária. Diante desse quadro, os ratos, antes preparados e cientes da mudança gradual que ocorria, tendo em vista a observação constante do ambiente, põem-se rapidamente à procura de um novo queijo, enquanto os duendes, extremamente confiantes e presos a seus universos particulares, ficam não só estáticos como também se sentindo injustiçados diante do fato.
            À medida que Sniff e Sucurry partem em busca de novos desafios (queijo), Hem e Haw permanecem inertes e saudosos do passado, do momento de felicidade proporcionado pelo queijo outrora descoberto e saboreado por algum tempo, esquivando-se da realidade imposta naquele momento: desapegar-se do passado para ir em busca de um futuro necessário.
            Aqueles que se dispuseram a ir à luta, acabaram por encontrar o que buscavam, em contrapartida os que optaram por adotar uma posição de seres passivos diante do processo, esperando que tudo se resolvesse de forma satisfatória sem que precisasse haver envolvimento e esforço, ficam cada vez mais reféns de seus medos, angústias e frustrações.
            Hem e Haw embrenharam-se em um mundo criado por eles mesmos, marcado por extremo conflito pessoal, até que Haw se depara com uma nova realidade, percebendo-se parte importante do processo e, “abrindo os olhos”, passa a entender que o mundo não se reduz a ele. Admite a possibilidade de os ratos terem obtido êxito em suas buscas e começa a considerar a hipótese de sair à procura de um novo queijo.
            Até decidir por se tornar agente de uma nova etapa em sua vida, Haw fica dividido entre o desejo de mudar, seus medos de tudo o que o novo oferece e as opiniões negativas de Hem, que procuram fincá-lo cada vez mais ao passado, sempre à espera do que pudesse acontecer. É importante mencionar que essa decisão de se tornar um ser agente do processo só foi tomada a partir de uma autoavaliação que o fez entender que, para que as coisas mudem, é preciso primeiro mudar a si mesmo, ou seja, para a mudança ocorrer de fato é preciso começar de dentro para fora, pois, só acreditando em si mesmo, será possível ter forças para agir e seguir adiante, enfrentando o novo.
            Indubitavelmente a mudança não foi fácil, tampouco imediata, exigindo muito mais esforço e coragem. Não se pode esquecer que o ambiente escolhido para o desenrolar da história é um labirinto, isto é, lugar com início e fim determinados, cujas etapas (caminhos) não podem ser puladas; as escolhas podem ser bem (corredores livres) ou mal (bloqueio da passagem) sucedidas, assim como mais longas ou mais curtas conforme o caminho que se deseje seguir e, acima de tudo, permite a todo instante recomeçar.
            Desenvolvendo métodos próprios (registrar frases contendo os próprios aprendizados nas paredes do labirinto), Haw vai trilhando as etapas da mudança (medo do novo, coragem para dar início à nova busca, reconhecimento das próprias fraquezas e do que fez de errado até aquele momento, fraqueza durante o processo ao confrontar a experiência e conhecimento do passado com os desafios do futuro) e assim, passa a se envolver com toda aquela situação a ponto de se alegrar e sentir prazer com o novo, motivando-se cada vez mais a seguir adiante em busca de novos desafios.
            O inevitável novamente acontece, ou seja, novos e melhores queijos são encontrados, contudo Haw, que sofreu primeiramente uma mudança interna, vivencia aquela realidade diferentemente de outrora. Ele não só usufrui de sua nova conquista, como também quer compartilhá-la com seu amigo Hem (por isso deixa registrados seus aprendizados nas paredes, em uma tentativa de que o amigo os leia e, assim, se motive a também se tornar agente) e se mantém atento a tudo o que ocorre ao redor, pois, naquele momento, já entendera que as mudanças são graduais e, para identificá-las, basta estar atento ao que o cerca, porque o mundo não se resume a ele.
            Findada a história traçada em torno da busca do queijo, os antigos colegas de turma (história inicial) debatem o que foi narrado, fazendo uma avaliação de suas vidas profissionais e pessoais, assim como reconhecendo a si e a outros nos perfis apresentados através dos personagens e identificando que são capazes de mudar.
            Como mencionado, Haw deixava registrado nas paredes os próprios aprendizados que, sem dúvida, são de grande valia a toda e qualquer pessoa que deseje estar preparada para enfrentar um processo de mudança. Desse modo acredita-se ser oportuno não só mencionar, como também tecer considerações a respeito deles.
            Aprendizados registrados ao longo do processo de mudança:
            “Ter o queijo o faz feliz” – Conquistar o que se deseja traz felicidade.
            “Quanto mais importante seu queijo é para você, menos você deseja abrir mão dele” – Ao se conquistar algo importante, é natural apegar-se a ele e, desse modo, torna-se difícil abrir mão dele, mesmo que seja para procurar algo melhor.
            “Se você não mudar, morrerá” – Há momentos em que a mudança é inevitável.
            “O que você faria se não tivesse medo?” – Processo de autoavaliação, buscando em si respostar para enfrentar a realidade.
            “Cheire o queijo com freqüência para saber quando está ficando velho” – Observe tudo ao redor para perceber quando as mudanças começam a ocorrer.
            “O movimento de uma nova direção ajuda-o a encontrar um novo queijo” – Para conquistar algo, é necessário fazer a própria parte, isto é, deixar o comodismo de lado e agir.
            “Quando você vence o seu medo, sente-se livre” – A superação do medo aumenta a confiança em si mesmo.
            “Imaginar-me saboreando o novo queijo, antes mesmo de encontrá-lo, conduz-me a ele” – O desejo de conquistar algo motiva e direciona a busca.
            “Quanto mais rápido você se esquece do velho queijo, mais rápido encontra um novo” – Quanto mais rápido for o despego à situação que precisa ser revertida, mais rápido se atingirá o objetivo.
            “É mais seguro procurar no labirinto do que permanecer sem queijo” – É preferível enfrentar novos desafios, por mais obscuros que possam parecer, a se acomodar diante de uma situação sem sentido e, por vezes, prejudicial.
            “Velhas crenças não o levam ao novo queijo” – É preciso mudar os conceitos, realizando a mudança interna.
            “Quando você acredita que pode encontrar e apreciar um novo queijo, muda de direção” – Sentir-se capaz é fator determinante e encorajador para enfrentar novos desafios.
            “Notar cedo as pequenas mudanças ajuda-o a adaptar-se às maiores que ocorrerão” – É importante estar atento às pequenas mudanças e, assim, preparar-se gradualmente para as maiores.
            Aprendizados registrados ao fim do processo de mudança (“O Manuscrito na Parede”):
“A mudança ocorre, continuam a mexer no queijo” – Aos primeiros sinais de mudança, adotou-se uma postura de estar indiferente a eles.
“Antecipe a mudança: prepare-se para o caso do queijo não estar no lugar” – Esteja atento e preparado para a possibilidade de mudança.
“Monitore a mudança, cheire o queijo com freqüência para saber quando está ficando velho” – Analise tudo frequentemente para saber quando as coisas começam a mudar.
“Adapte-se rapidamente à mudança, quanto mais rápido você se esquece do velho queijo, mais rápido pode saborear um novo” – Quanto mais cedo a pessoa consegue se desapegar da situação ou conquista antiga, mais rápido pode alcançar uma nova.
“Mudança: saia do lugar assim como o queijo!” – Mude! Mude-se!
“Aprecie a mudança, sinta o gosto da aventura e do novo queijo” – Valorize as experiências e as novas conquistas.
“Esteja preparado para mudar rapidamente muitas vezes, continuam mexendo no queijo” – Esteja sempre preparado para a mudança, pois a vida é dinâmica e nunca se pode estar estático diante dela, do contrário, ela pode o atropelar.
Finalmente, a grande lição transmitida pelo livro é que, muito mais do que traçar planos, deve-se estar atento às mudanças e se dispor a ser agente de sua própria história, mudando sempre que necessário.