sábado, 7 de janeiro de 2012

A ATUAÇÃO DO PROFESSOR PODE CAUSAR INDISCIPLINA?

Sim, a atuação docente inadequada em sala é outra causa da indisciplina. "Embora os professores anseiem por uma solução, acham-se perdidos por não poder agir com a rigidez de antigamente, que permitia até alguns castigos físicos". A autoridade do professor perante a classe só é conquistada quando ele domina o conteúdo e sabe lançar mão de estratégias eficientes para ensiná-los. Se não, como bem descreve o psicólogo austríaco Alfred Adler (1870-1937), a Educação se reduz ao ato de o aluno transcrever o que está no caderno do professor sem que nada passe pela cabeça de ambos. "O resultado é o tédio. E gente entediada busca algo mais interessante para fazer, o que muitos confundem com indisciplina. A escola é, sem dúvida, a instituição do conhecimento, mas é preciso deixar espaço para a ação mental da turma", afirma Luciene Tognetta, do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Unicamp.

4 comentários:

  1. DINÂMICAS PARA SAIR DA ROTINA
    ) ÁRVORE DOS SONHOS

    Representar uma árvore no papel pardo ou cartolina; afixá-la no painel ou parede. Em cima da árvore, escrever uma pergunta relacionada com o assunto (pode ser sobre questões ambientais, regras de convivência, o ambiente escolar etc) que será tratado durante o bimestre, trimestre... Ex.: Como gostaríamos que fosse...?

    Cada criança receberá uma "folha da árvore" para escrever seu sonho, o sonho é o que a criança espera que "aconteça de melhor" para o assunto em questão. Depois, pedir para cada criança colocar sua folha na árvore dos sonhos.

    Obs: Esta atividade poderá ser retomada durante o período que for trabalhado o assunto, ou ao final do período para que haja uma reflexão sobre o que eles queriam e o que conseguiram alcançar.

    2) DA CONFUSÃO À ORDEM

    Estas atividades são ideais para que a criança perceba a necessidade da organização para o bom desempenho das atividades. O professor pode, a partir da fala das crianças, levantar algumas regras para a organização em sala de aula.

    Pedir para que as crianças, todas ao mesmo tempo, cantarem uma música para o seu companheiro do lado (esta atividade gerará um caos); depois pedir a um aluno que cante a música dela para a classe. As crianças perceberão como o caos é desagradável e como a ordem tem um sentido.

    O professor poderá levantar com as crianças outras situações vividas onde a organização é essencial.

    3) O LAGO DE LEITE


    (Despertar no aluno o prazer do trabalho em conjunto e a importância da ação individual na contribuição com o todo.O professor poderá falar um pouco sobre o trabalho na série, para que as crianças entendam a importância do envolvimento de todos para a realização do mesmo).

    Em um certo lugar no Oriente, um rei resolveu criar um lago diferente para as pessoas do seu povoado. Ele quis criar um lago de leite, então pediu para que cada um dos residentes do local levassem apenas 1 copo de leite; com a cooperação de todos, o lago seria preenchido. O rei muito entusiasmado esperou até a manhã seguinte para ver o seu lago de leite. Mas, tal foi sua surpresa no outro dia, quando viu o lago cheio de água e não de leite. Em seguida, o rei consultou o seu conselheiro que o informou que as pessoas do povoado tiveram o mesmo pensamento: "No meio de tantos copos de leite se só o meu for de água ninguém vai notar..."

    Questionar com as crianças: Que valor faltou para que a idéia do rei se completasse? Após a discussão é interessante que os alunos construam algo juntos, como por exemplo: o painel da sala. A sala pode ser decorada com um recorte que, depois de picotado, forma várias pessoas de mãos dadas, como uma corrente.

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  2. AS FORMIGAS


    Objetivo:

    Aquecimento, animação. Apropriação do espaço de jogo e comunicação.


    Tempo:

    15 a 20 Minutos.

    Materiais:

    Música

    Desenvolvimento:
    Colocamos música e propomos aos participantes que caminhem pelo espaço como se fossem formigas. Explicamos que uma característica das formigas é que sempre estão apressadas, mas nunca se esbarram. Pedimos que comecem a caminhar mais rápido. Quando conseguimos certo clima de concentração propomos variações.

    • As formigas se comunicam, mas não através da palavra; quando a música parar, vamos nos encontrar e vamos comunicar algo a outro como formigas que somos.

    • As formigas têm ímãs em distintas partes do corpo; quando a música parar, ficarão grudadas. Têm ímãs na cabeça, nas costas, nos joelhos, etc.



    Comentários:
    Em geral é bom propor primeiro que caminhem livremente pelo espaço e que se cumprimentem, permitindo que falem um momento. Depois informar que é bom eliminar a palavra. Se houver pessoas surdas deverá ser acordado que se levantará o braço quando começar a música e quando terminar.

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  3. Apresentação com Balões


    Objetivo:

    Apresentação. Aquecimento. Quebra-gelo.

    Tempo:
    30 minutos. (O tempo das dinâmicas de apresentação está muito vinculado à quantidade de gente que houver no grupo).


    Materiais:

    Balões. Papel (cortado de 8 x 5 cm). Canetas.

    Desenvolvimento:
    Pedimos aos participantes que escrevam seus nomes no papel e uma palavra ou desenho que os represente. Depois damos e eles um balão sem encher e pedimos que introduzam o papel no balão e depois o encham e amarrem.
    A partir deste momento propomos diferentes jogos e brincadeiras com balões, para que sejam estourados e revelados os papéis. Cada participante tem que ficar com um papelzinho e buscar a pessoa cujo nome está no papel. Quando a encontrar, coloca-se à direita dela, e assim vamos formando uma roda para cada um formar seu par; damos uns minutos para fazer perguntas sobre o significado da palavra escolhida e outros dados para apresentar. Quando consideramos que é suficiente, começamos com a apresentação.


    Comentarios:
    Em caso de haver pessoas cegas deverão ser fornecidas placas para elas escreverem em braile 17 e jogarem com um par, ou lhes fornecer assistentes para que possam participar em igualdade de condições. Isto último também é válido se houver no grupo pessoas com deficiência física que tenham dificuldades para participar.
    No caso de haver surdos é importante fazer sinais para começar e finalizar o jogo.

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  4. A BOLHA


    Objetivo:

    Consolidação grupal. Cooperação. Desenvolvimento da confiança.

    Tempo:

    30 a 40 minutos (dependendo do tamanho do grupo)

    Materiais:

    Música.

    Desenvolvimento:

    Formamos subgrupos de pelo menos seis pessoas. Cada subgrupo formará uma roda de mãos dadas e um de seus integrantes ficará no centro da roda.
    Esta roda será uma bolha protetora da pessoa que está no centro. Esta pessoa deverá caminhar, dançar ou o que quiser fazer com os olhos fechados; a bolha deverá mover-se cuidando que a pessoa que está no centro não se machuque nem bata contra nada.
    Quando a pessoa que está no centro considerar que é suficiente, deve se sentar no chão. Esse é o sinal para que outro integrante do grupo vá para o centro e o que já experimentou passa a ser parte da bolha.

    Comentários:

    É muito importante motivar as pessoas a fazer a experiência, é eficaz mostrar a dinâmica com um exemplo.

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